Antaeus Chanel

Antaeus Chanel

EDT Masculino 1981
4.3 /5 — média de usuários na Fragrantica
Uma casa como a Chanel lançando algo tão animálico é coisa que não se repete.

Perfil & Características

Marca
Concentração
EDT
Público
Masculino
Lançamento
1981
Média dos usuários 4.3/5
Fixação (votos de usuários) Eterna
Projeção (votos de usuários) Boa
Melhor estação
🍂 Outono ❄️ Inverno
Ocasião ideal
Noite Formal Especial

Pirâmide Olfativa

Notas de Topo
Primeiras impressões — evaporam em 15–30 min
Sálvia esclareia
Sálvia esclareia
Coentro
Coentro
Bergamota
Bergamota
Lima
Lima
Limão
Limão
Mirto
Mirto
Notas de Coração
O DNA do perfume — surgem após 30 min, duram horas
Rosa
Rosa
Tomilho
Tomilho
Manjericão
Manjericão
Jasmim
Jasmim
Notas de Fundo
A memória — ficam na pele por horas ou dias
Castóreo
Castóreo
Musgo de carvalho
Musgo de carvalho
Patchouli
Patchouli
Labdanum
Labdano

Review Completa

Jacques Polge assinou este perfume; o filho dele, Olivier, assinou o Valentino Uomo décadas depois. Os dois estilos não poderiam ser mais diferentes, e isso diz bastante sobre como o gosto mudou.

Em 1981, Jacques Polge lançou pela Chanel um perfume masculino com
castóreo, musgo de carvalho e labdanum em doses generosas. É um perfil
animálico, quase sujo, que uma casa desse porte simplesmente não assinaria
hoje.

O Antaeus é, por isso, um documento: mostra o que se considerava masculino e
elegante numa época em que agradar a todos não era requisito.

A abertura é áspera de propósito

Sálvia esclareia, coentro, bergamota, lima, limão e mirto. Os cítricos estão
lá, mas cercados de ervas amargas que impedem qualquer leveza. É uma entrada
que soa quase medicinal nos primeiros minutos.

Muita gente desiste do Antaeus nessa fase, o que é compreensível e também
um erro — a construção depende do que vem depois.

O coração é floral, o que surpreende

Rosa, tomilho, manjericão e jasmim. Rosa em perfume masculino dos anos 80
era escolha ousada, e aqui ela não aparece como flor: funciona como um véu
macio entre a aspereza da abertura e a base animal.

A base é o que assusta e o que fideliza

Castóreo, musgo de carvalho, patchouli e labdanum. O castóreo dá o efeito de
couro animalizado, quente e um pouco sujo, e o musgo acrescenta a floresta
úmida dos chipres clássicos.

É uma base pesada, densa e sem nenhuma concessão a quem procura conforto.
Também é o motivo pelo qual quem gosta do Antaeus costuma gostar muito.

Quando usar

Frio e à noite, exclusivamente. Em calor ele fica sufocante e em ambiente
fechado ocupa espaço demais.

Duas aplicações bastam. Este é dos perfumes em que o excesso é percebido de
longe e não tem correção possível.

Para quem ele é

Para quem já explorou a perfumaria contemporânea e quer entender o que se
perdeu no caminho. Não é uma primeira compra, não é presente seguro e não
combina com a maioria das rotinas — e nada disso é defeito, é escopo.

Antaeus Chanel — ilustração editorial

Prós e Contras

Pontos Positivos
  • Castóreo e musgo em doses que a indústria abandonou
  • Presença enorme, das maiores entre os clássicos
  • Acabamento de casa grande num perfil que hoje é só de nicho
Pontos Negativos
  • Difícil: a abertura é áspera e o fundo é animálico
  • Completamente inadequado para calor ou ambiente fechado
  • Não é perfume de primeira compra nem de agradar a todos

Perguntas Frequentes

Historicamente, uma secreção do castor usada em perfumaria pelo aroma de couro animalizado. Hoje o material usado é sintético, reproduzindo o efeito sem origem animal.

É. Tem projeção alta e um perfil animálico que ocupa o ambiente. Duas aplicações resolvem a noite inteira; mais que isso é excesso.

Dá, no contexto certo: frio, noite, ocasião que comporte um perfume marcante. Em escritório ou em calor, é escolha ruim.