Drakkar Noir Guy Laroche
Perfil & Características
Pirâmide Olfativa
Review Completa
É provavelmente o perfume mais copiado da história da perfumaria masculina de farmácia. Quem cheira hoje pela primeira vez às vezes acha genérico, sem perceber que está diante do original de onde saíram as cópias.
O Drakkar Noir não é apenas um perfume dos anos 80. Em boa medida, ele é o
perfume que ensinou os anos 80 a cheirar. Pierre Wargnye pegou a estrutura
clássica do fougère — lavanda, musgo, cumarina — e acrescentou um material
sintético fresco que dava uma limpeza quase abrasiva ao conjunto.
O resultado vendeu tanto que a indústria inteira passou a década copiando a
ideia. É por isso que ele soa familiar mesmo para quem nunca o usou.
A abertura é um soco herbal
Lavanda, alecrim, menta, manjericão e artemísia entram todos juntos, sem
transição. É verde, amargo e bastante alcoólico nos primeiros minutos — não é
uma entrada convidativa no sentido moderno, em que tudo precisa ser
imediatamente agradável.
Vale insistir. A partir de uns quinze minutos o zimbro, o cravo e a canela
começam a aparecer e o perfume ganha uma dimensão especiada que a abertura não
prometia.
A base é de outro tempo
Musgo de carvalho, pinho, couro, vetiver e patchouli. É uma base de floresta,
seca e escura, que praticamente desapareceu das prateleiras. Perfume lançado
hoje quase nunca termina assim — termina em baunilha, âmbar doce ou madeira
cremosa.
Essa diferença é justamente o que faz o Drakkar Noir valer atenção agora. Ele
não compete com os lançamentos atuais; ele oferece outra coisa.
Quando usar
Do outono à primavera, sem dificuldade. Ele é fresco o bastante para não
pesar e denso o suficiente para durar. À noite ganha profundidade; de dia,
funciona bem em clima ameno.
Para trabalho, meia aplicação. Ele projeta mais do que o frescor da abertura
sugere.
Confira a versão
A linha ganhou desdobramentos ao longo dos anos — Essence, Intense e outros
—, cada um com fórmula própria. Se a intenção é conhecer o clássico que marcou
a década, é o Drakkar Noir de nome simples, no frasco preto fosco.

Prós e Contras
- Frescor herbal que quase nenhum lançamento moderno tenta mais
- Presença forte com preço de perfume de entrada
- Extremamente versátil de outono a primavera
- Assinatura tão marcada dos anos 80 que soa nostálgica para alguns
- Aberta bastante alcoólica nos primeiros minutos
- A linha ganhou versões (Essence, Intense) que confundem na compra