Perfil & Características
Pirâmide Olfativa
Review Completa
Na minha pele oleosa, em dias de 30°C no litoral de Santa Catarina, Quasar fixou umas 6 horas, o que é excelente para um EDT nessas condições. Usei ele para uma caminhada na orla e mesmo com o suor, a sensação de frescor aquático se manteve. Num almoço de domingo com a família, ele rendeu vários comentários positivos sobre o cheiro de limpeza e conforto. Cheiro de banho tomado que dura!
Ah, Quasar! Um verdadeiro ícone da perfumaria nacional que dispensa apresentações. Lançado em 1996, ele é a definição de um clássico aquático e aromático que soube se adaptar ao paladar brasileiro como poucos. Quando você borrifa Quasar, a sensação é de um mergulho em águas cristalinas, com aquele frescor que revigora e te abraça imediatamente. Ele tem um punch inicial frutado e aquático que é absurdamente viciante, com um quê de modernidade que engana até quem entende de alta perfumaria, sem ter que pagar uma fortuna por uma grife francesa.
O que impressiona em Quasar é como ele se mantém presente sem ser invasivo. As notas aquáticas se entrelaçam com um coração aromático de lavanda, alecrim e sálvia, criando uma aura de limpeza e bem-estar que é quase terapêutica. A evolução é suave, com a base amadeirada de cedro e sândalo surgindo para dar sustentação e um toque de masculinidade elegante. Ele não é um perfume que grita, mas que sussurra com confiança, deixando um rastro de frescor e sofisticação por onde passa. Para o nosso clima tropical, seja no calor do litoral ou na umidade, ele é simplesmente perfeito, vestindo bem em qualquer situação.
Não se engane pela sua simplicidade aparente: Quasar é um canivete suíço da perfumaria. Sua fixação e projeção, embora moderadas, são mais do que suficientes para o dia a dia, para o trabalho, ou até para um encontro casual. Ele recebe elogio demais, o que é um atestado da sua versatilidade e do seu poder de agradar. É aquele tipo de perfume que você compra de novo e de novo, porque sabe que ele nunca te deixa na mão. Um custo-benefício que beira o ridículo de bom, um verdadeiro coringa que todo homem deveria ter na coleção.